Publicado em: 28/07/2026
Os combustíveis fósseis estão em queda, mas ainda custam mais de 7% acima dos valores registrados antes da guerra no Irã
Com preço médio de R$ 3,90 em Mato Grosso do Sul, o etanol chega ao menor valor desde novembro de 2025, conforme pesquisas semanais da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis). A gasolina e o diesel estão em queda, mas ainda custam mais de 7% acima do registrado antes do fechamento do Estreito de Ormuz, em meio à guerra entre Irã, Israel e Estados Unidos.
A ANP pesquisa preços nas principais cidades do Estado e divulga as cotações toda segunda-feira. Em novembro de 2025, o valor médio do etanol era de R$ 3,87. Desde então, o combustível acumula altas até o pico de R$ 4,47 no início de abril, quando começou a tendência de queda.
Já o preço médio da gasolina comum variou de R$ 5,90 a R$ 6,00 entre o fim de 2025 e fevereiro de 2026. O valor disparou a partir de então, após o primeiro bombardeio estadunidense em solo iraniano no dia 28 de fevereiro, seguido pelo fechamento do Estreito de Ormuz — principal passagem para a distribuição de combustível ao mundo — dois dias depois. Agora, a gasolina chega ao preço médio de R$ 6,43 em Mato Grosso do Sul.
O pico de preço do combustível fóssil no Estado foi registrado pela ANP em abril (R$ 6,57) e seguiu estável até junho, quando iniciou tendência de queda. Dias antes, o Governo Federal criou um subsídio de R$ 0,44 por litro da gasolina, numa tentativa de controlar os preços. A medida foi prorrogada até o fim de agosto.
Diesel
Outro combustível muito impactado pelos efeitos da guerra no Oriente Médio é o óleo diesel. O preço médio na última semana em MS foi de R$ 6,45, o que representa uma alta de 7,8% desde o início do conflito.
Segundo a ANP, postos de combustível sul-mato-grossenses apresentavam estabilidade de R$ 5,90 a R$ 6,05 do fim do ano passado até o início da guerra no Irã. Os preços explodiram 21,4% em um mês até o pico de R$ 7,26 no início de abril. Desde então, o diesel tem quedas sucessivas, que acumulam 11,1%.
Em março, o Governo Federal anunciou subsídio de R$ 0,35, revogado em 1° de julho, após queda no preço do barril do petróleo. Segue em vigor o benefício de R$ 1,12 por litro de diesel, criado em maio. Essa subvenção foi prorrogada por mais 60 dias na última semana, até o meio de setembro.
A alta no preço do diesel também é um risco para a inflação do país, já que o custo da distribuição de produtos aumenta quando o preço do combustível de caminhões sobe.
(Revisão: Dáfini Lisboa)