Publicado em: 26/09/2026

Latidos de cachorro viram caso de polícia e vizinho ameaça vítima com motosserra

O animal pertence a uma criança de quatro anos, neta da vítima

Midiamax, Luciana Brazil
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O caso foi registrado como ameaça. Imagem: (Madu Livramento)

Uma mulher de 54 anos foi ameaçada pelo vizinho com uma motosserra, na noite desta quinta-feira (24), no Jardim Canguru, em Campo Grande, depois que o homem se irritou com os latidos do cachorro da vítima. As ameaças ocorrem há cerca de seis meses. Fogos de artifício e pedradas contra o imóvel também já foram usados pelo autor para intimidar a vizinha.

Nesta quinta-feira, a mulher disse que tentou conversar com o vizinho, mas, segundo ela, ele afirmou ter uma arma de fogo e avançou em sua direção com uma motosserra.

Pedras contra o portão e o telhado da residência já foram lançadas em outras situações, causando danos ao imóvel. Segundo a vítima, um dos ataques quebrou o telhado da residência, o que causa infiltração de água na sala em dias de chuva.

Até fogos de artifício, direcionados para o interior da residência, já teriam sido soltos pelo vizinho, na tentativa de intimidar o animal. Na ocasião, a neta da vítima teria se apavorado com a situação.

De acordo com a vítima, o autor já teria ameaçado outras vizinhas também por causa de outros cachorros, sendo que uma delas precisou doar o próprio animal de estimação por medo do que o homem poderia fazer.

O vizinho também teria feito uma carta exigindo providências quanto ao cachorro, ameaçando registrar um boletim de ocorrência.

A mulher relatou que tentou resolver a situação de forma pacífica, explicando que a cachorra dorme dentro de casa para não incomodá-lo e que, durante o dia, permanece no quintal como proteção para o lar.

Como a residência fica em uma rua movimentada, com circulação constante de crianças e jovens, o animal late principalmente quando não há moradores na casa.

O autor também teria reclamado da instalação de câmeras de segurança na fachada da residência da vítima. Ele se incomodou, exigindo que o equipamento não gravasse a rua ou a calçada dele.

O caso foi registrado como ameaça.