Publicado em: 12/08/2026

Lucro da Suzano cai 58% no trimestre e MS ganha peso no volume de produção

Estado já responde por 38,5% da capacidade da companhia no País, com impulso do Vale da Celulose

CGNews, Viviane Monteiro
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Vista aérea da fábrica de celulose da Suzano, instalada na BR-262. (Foto: Arquivo/Campo Grande News)

Com capacidade de produção de cerca de 5,8 milhões de toneladas de celulose por ano em Mato Grosso do Sul, a Suzano teve forte queda no lucro entre o primeiro e o segundo trimestre de 2026. O resultado líquido recuou de cerca de R$ 4,3 bilhões para R$ 1,81 bilhão, redução de aproximadamente 58%.

Na comparação com o mesmo período de 2025, quando a companhia registrou lucro de R$ 5,012 bilhões, a queda foi ainda mais acentuada, de 64%.

Impulsionada pelas unidades de Três Lagoas e de Rio Pardo, a produção em Mato Grosso do Sul avançou e já representa cerca de 38,5% da capacidade total de produção da Suzano nas unidades do país, que totalizam 15 milhões de toneladas por ano.

O desempenho mais fraco no trimestre refletiu principalmente a redução do Ebitda ajustado (indicador da geração operacional da empresa, antes de juros, impostos, depreciação e amortização) e da geração de caixa operacional, em um cenário de preços menos favoráveis e menor receita na comparação anual.

A receita líquida somou R$ 11,59 bilhões, queda de 13% em relação aos R$ 13,296 bilhões registrados no segundo trimestre de 2025.

Já o Ebitda ajustado atingiu R$ 4,705 bilhões, recuo de 23% na comparação anual, embora tenha crescido em relação ao trimestre anterior. Com isso, a margem Ebitda ajustada passou de 46% para 41%, redução de cinco pontos percentuais.

Segundo a companhia, o desempenho do trimestre reflete a competitividade e a resiliência das operações da Suzano em um período marcado por pressões cambiais e pela alta dos custos de insumos, influenciada pelo aumento do preço do petróleo, que afeta todo o setor.

As vendas da Suzano somaram 3,3 milhões de toneladas no trimestre, sendo 2,9 milhões de toneladas de celulose e 406 mil toneladas de papéis destinados aos segmentos de embalagens, gráficos, especiais e sanitários.

Mesmo diante da pressão sobre os custos, a Suzano informou que o custo caixa de produção de celulose, excluindo paradas, ficou em R$ 843 por tonelada, praticamente estável em relação ao segundo trimestre de 2025.

“Entregamos um segundo trimestre sólido em um cenário de mercado volátil. Seguimos focados em eficiência operacional e na redução do nível de endividamento, o que vai reforçar a nossa resiliência e a competitividade da companhia. Ao mesmo tempo, mantemos o foco em capturar valor dos investimentos já realizados, gerando valor sustentável para nossos stakeholders”, afirma o presidente da Suzano, Beto Abreu.