Publicado em: 08/09/2026
Agepen informou que detento não relatou agressões, mas apura circunstâncias do caso
Um detento de 56 anos, identificado como Edmilson Fernandes, morreu nesta segunda-feira (7) em Dourados. Recolhido provisoriamente na PED (Penitenciária Estadual de Dourados), ele passou mal durante a madrugada e foi levado para o Hospital da Vida.
A família registrou um boletim de ocorrência na Polícia Civil denunciando que ele teria sido espancado. A Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) informou que o detento não relatou ter sofrido agressões.
Na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário, a irmã relatou que Edmilson deu entrada no hospital às 6h30, levado pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência. Segundo ela, o tio apresentava sinais de agressão física e suspeita de traumatismo craniano. Por volta de 16h, Edmilson foi a óbito.
Em nota enviada ao Campo Grande News, a Agepen informou que na madrugada desta segunda-feira, o custodiado solicitou atendimento na PED, relatando que estava passando mal. “No momento do pedido de socorro, o interno não relatou qualquer tipo de agressão e não apresentava sinais aparentes de violência”, afirma a agência.
Inicialmente, o preso foi imediatamente encaminhado para atendimento na área de saúde da penitenciária e, diante da gravidade do quadro, o Samu foi acionado para levá-lo ao Hospital da Vida, sob escolta da Polícia Penal.
“Conforme registro médico, o paciente chegou ao hospital em estado grave, apresentando insuficiência respiratória e instabilidade circulatória. Os médicos também levantaram a hipótese de traumatismo crânio-encéfalo. Apesar das medidas adotadas pela equipe médica, houve piora do quadro clínico e o óbito foi declarado às 16h10”, informa a nota.
A Agepen informou ainda que a cela onde o interno estava foi isolada e preservada para as apurações necessárias. O corpo foi encaminhado ao IML (Instituto Médico Legal) para os procedimentos periciais e apuração da causa da morte. “O caso está sendo investigado como morte a esclarecer”, afirma.
Por volta de 12h, a Agepen informou que a legista não identificou nenhum sinal de agressão e que o detento apresentava quadro de infecção pulmonar. Os dados foram repassados à Polícia Civil.