Publicado em 28/05/2024 às 13:39, Atualizado em 29/05/2024 às 00:01
Segundo a vítima, o valor deveria ter sido repassado a ele no ano passado, mas foi sacado pelos profissionais
Viúvo que briga na Justiça pela aposentadoria da esposa desde 2017, procurou a polícia nesta segunda-feira (27), e afirmou que os advogados que estavam responsáveis pelo processo lhe deram um golpe e com isso, ele perdeu mais de R$ 36 mil.
De acordo com o boletim de ocorrência, o homem de 31 anos, informou que a esposa morreu de Lúpus (doença inflamatória crônica de origem autoimune) no dia 26 de dezembro de 2017 e que meses antes de sua morte, a mulher teria entrado com pedido de aposentadoria, através do escritório de advocacia.
Em outubro de 2019, o viúvo começou a receber a aposentadoria da esposa, entretanto, o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) recorreu da decisão referente aos pagamentos de dois anos e passou a pagar somente em 2020, ocasião que o homem procurou os advogados para que seu direito fosse defendido.
Na ocasião, os advogados deram entrada no pedido de pensão alimentícia pós-morte. Segundo o homem, o combinado era o escritório entrar em contato com ele assim que tivesse um posicionamento, mas passados três anos sem o retorno dos advogados, o rapaz foi até o Fórum e lá foi encaminhado ao Juizado Especial Federal Previdenciário, onde solicitou informações sobre a ação.
Para a surpresa da vítima, um funcionário informou que o valor de R$ 36.439,89 já havia sido pago no dia primeiro de maio de 2023, sendo que R$ 21.940,46, seria o valor de direito por pensão alimentícia referente aos anos de 2017 a 2019, e o restante seria o pagamento dos honorários do advogado.
Na sequência, a vítima foi até o banco e constatou que o valor depositado havia sido sacado pela advogada do escritório, no mesmo dia em que foi depositado.
Dias depois o homem procurou a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e lá orientá-lo a procurar o escritório, ao chegar no local, a secretaria avisou que os advogados não poderiam atendê-lo.
O caso foi registrado como apropriação indébita, na 3ª Delegacia de Polícia Civil de Campo Grande.
A reportagem entrou em contato com o escritório e o advogado responsável informou que o repasse do dinheiro foi feito ao cliente. “Eu não estava sabendo disso, fui verificar essa questão, nós fizemos o repasse pra ele. Acho isso um absurdo, nosso escritório é conceituado. Ele está recebendo pensão, é casado de novo, não deveria tá recebendo pensão. Tenho mais de três mil clientes, um absurdo isso, nunca tive problema com nenhum cliente”, disse.