Publicado em: 14/10/2026

MS já soma 31 mortes por chikungunya em 2026

Dourados enfrenta epidemia da doença, concentrando 19 casos até agora

CGNews, Cassia Modena
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Servidora da saúde verifica materiais acumulados em quintal (Foto: Prefeitura de Dourados/Divulgação)

Uma das doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, a chikungunya causou 31 mortes entre o começo deste ano e 26 de setembro, em Mato Grosso do Sul. O dado está no último boletim da SES (Secretaria Estadual de Saúde), publicado na terça-feira (13-10).

A maioria das vítimas morava em municípios das regiões sul e sudoeste do Estado: Dourados, Bonito, Jardim, Fátima do Sul, Douradina, Guia Lopes da Laguna, Itaporã, Ponta Porã e Nioaque. Apenas uma vivia em Corumbá, no extremo oeste.

Dourados concentra os óbitos, com 19 casos. O município enfrenta epidemia declarada da doença nas aldeias indígenas. A redução das notificações nos últimos meses aponta para desaceleração do problema, associado por especialistas à falta de abastecimento de água, coleta insuficiente de lixo e dificuldades nas ações de prevenção e controle.

Ainda de acordo com o boletim, 20 pessoas apresentavam comorbidades que diminuem a resistência do organismo a doenças.

Recordes - Esse é o maior número de mortes já registrado no Estado. A quantidade está próxima do dobro do que foi notificado no ano passado (17). O boletim traz dados da última década.

O total de casos confirmados também atingiu o pico dos últimos 10 anos. Foram enviadas ao SINAN (Sistema de Informação de Agravos de Notificação) 10.676 confirmações.

Vacina - O imunizante que protege contra a doença está disponível, por enquanto, apenas em alguns dos municípios que apresentam maior vulnerabilidade: Dourados, Itaporã, Amambai, Batayporã, Douradina e Sete Quedas.

Podem ser vacinadas pessoas de 18 a 59 anos. O Ministério da Saúde informa que é necessário comprovar residência para receber a dose.

Sintomas - A chikungunya costuma causar febre e dores intensas nas articulações. O quadro pode se agravar em alguns casos, principalmente quando o paciente já trata outras doenças.

Idosos, crianças pequenas, gestantes e pessoas com comorbidades estão no grupo de risco.