Projeto quer barrar golpes por telefone com nova tecnologia

Sistema promete reduzir uso indevido de dados e ampliar segurança nas ligações

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Usuário disca telefone do Campo Grande News no aparelho celular. (Foto: Arquivo)

Ministério das Comunicações apresentou um projeto para combater golpes telefônicos e fraudes digitais no Brasil. A proposta prevê o uso de tecnologia que permite validar a identidade de usuários em ligações e serviços online, com menor exposição de dados pessoais. O sistema está em desenvolvimento, com investimento de R$ 16,82 milhões e prazo de três anos para testes e avaliação.

A iniciativa utiliza recursos do Funttel (Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações) e foi desenvolvida pelo CPQD (Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações), fundação de pesquisa em telecomunicações. O objetivo central é dar mais controle ao cidadão sobre suas informações ao acessar aplicativos e plataformas, tanto públicas quanto privadas.

O modelo proposto adota credenciais digitais verificáveis, baseadas em padrões internacionais. Na prática, o usuário poderá comprovar sua identidade sem precisar compartilhar dados além do necessário. A medida busca reduzir a circulação de informações sensíveis, que hoje alimentam golpes virtuais e fraudes por telefone.

Além da proteção em ambientes digitais, o projeto também mira a origem das chamadas telefônicas. O sistema prevê mecanismos para autenticar quem realiza a ligação, o que dificulta práticas como falsificação de números e uso indevido de linhas. A proposta tenta reduzir crimes em que golpistas se passam por instituições para enganar vítimas.

De acordo com o CPQD, a tecnologia funciona de ponta a ponta e não depende apenas da estrutura das operadoras. Isso permite validar a identidade tanto de quem acessa serviços quanto de quem inicia chamadas. A solução utiliza recursos descentralizados, com base em blockchain, o que amplia a segurança e dificulta fraudes.

O projeto também pode ser aplicado em serviços públicos, bancos e plataformas digitais que exigem verificação de identidade. A expectativa é criar um padrão mais seguro para autenticação, com impacto direto na proteção de dados pessoais e na prevenção de crimes.

Os testes serão realizados em parceria com operadoras de telecomunicações e órgãos públicos. As instituições vão analisar a eficiência das ferramentas em situações reais antes de qualquer implementação em larga escala.

Fundado em 1976, o CPQD já desenvolveu tecnologias usadas em larga escala no país, como o cartão telefônico e sistemas de pagamento automático em pedágios. 

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