Interno do Instituto Penal de Campo Grande, de 24 anos, tentou subornar um policial penal na sexta-feira (19). Ele teria oferecido valores para ‘comprar’ celular e drogas e agora irá responder por corrupção ativa.
Segundo relato do policial penal, o preso pediu para conversar com ele em particular. Então, na Sala de Identificação, o detento disse que pagaria para que o policial entrasse no presídio com celulares e drogas. Ele também revelou que a prática ocorre no Presídio Estadual de Dourados.
Corrupção
Durante a conversa, o interno detalhou que ficou um tempo preso em Dourados, onde mantinha esse esquema de propina. A partir daí, o policial penal acionou o diretor do presídio e os dois encaminharam o detento até a delegacia.
Ainda conforme o policial, o preso contou que a entrada de um celular no presídio custa em torno de R$ 13 mil em Dourados. Já sobre a forma como esses produtos chegam até o local, ele revelou que uma mulher fica responsável por comprar a droga e os celulares e repassar aos servidores. Assim, os policiais entregam os produtos para um interno.
Atualmente, o preso cumpre pena por homicídio qualificado e furto. Ele estava em Dourados, mas foi transferido para o IPCG em dezembro de 2025.
Sobre o caso, ele não quis prestar depoimento na delegacia. O delegado plantonista da Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário do Centro Integrado de Polícia Especializada registrou o caso como corrupção ativa.
Operações especiais
Há um mês, a Força Penal Nacional atua nos presídios de Mato Grosso do Sul no combate a crimes. Os agentes devem permanecer no Estado por 90 dias.
O Presídio Estadual de Dourados foi alvo de uma das ações nesta semana. A intenção é inserir nos presídios o Projeto Padrão Segurança Máxima contra o crime organizado.
As ações preveem investimentos em tecnologia, infraestrutura e capacitação profissional para unidades prisionais que ficam em pontos estratégicos do país.
O Midiamax acionou a Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) sobre a denúncia no PED, mas, até o momento, não teve retorno. O espaço segue aberto para manifestação.










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