Menina de 11 denuncia estupro ao dormir em casa de avô de consideração

Suspeito tem 71 anos e é marido da dona do imóvel onde a criança morou e a quem ela tratava como avó

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Menina de 11 anos denunciou ter sido vítima de estupro enquanto dormia em uma casa no Bairro Jardim Centro Oeste, em Campo Grande. O suspeito é um idoso de 71 anos, marido da dona da residência onde a criança já havia morado com a mãe e os irmãos. Conforme o registro policial, a menina o considerava como avô de criação.

O caso veio à tona na madrugada deste domingo (8), após uma discussão dentro da casa, na Rua Job Rezende de Miranda. Vizinhos ouviram gritos e acionaram a Polícia Militar. Quando os policiais chegaram ao local, descobriram que a briga começou depois que familiares tomaram conhecimento do relato da menina sobre o abuso.

Segundo o boletim de ocorrência, a criança e a família moraram anteriormente no imóvel como inquilinos. Mesmo após a mudança, a menina continuou frequentando a casa e, naquela noite, havia ido até o local para dormir. Pela convivência, ela passou a tratar a dona da residência como avó e o marido dela como avô, embora não exista parentesco entre eles.

Aos policiais, a menina contou que, em diversas ocasiões em que dormiu na casa, acordou durante a madrugada com o homem passando a mão em suas nádegas. Em um dos episódios, relatou ter despertado com o suspeito sobre seu corpo, momento em que teria ocorrido a penetração. Conforme o registro policial, ele ainda teria colocado a mão sobre a boca da criança para impedir que ela gritasse.

Durante o atendimento da ocorrência, a menina ficou bastante abalada e chegou a desmaiar enquanto relatava o que havia acontecido.

Ainda conforme o registro, familiares disseram já ter presenciado situações consideradas suspeitas envolvendo o homem e a menina. O suspeito apresentava lesões que, segundo relatos no local, teriam ocorrido após luta corporal com familiares quando o caso foi descoberto.

O homem, a mãe da vítima e testemunhas foram encaminhados para a Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário. O caso foi registrado como estupro de vulnerável. A vítima passou por escuta especializada, foi solicitado exame de corpo de delito e o Conselho Tutelar foi acionado.

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