Corecon-MS alerta empresários sobre tentativas de golpe envolvendo ofertas de crédito

Saiba o que fazer se caiu no golpe e confira como se proteger

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Dinheiro na carteira. Imagem: (Álvaro Rezende)

O Corecon-MS (Conselho Regional de Economia de Mato Grosso do Sul) alerta a população sobre tentativas de um golpe que vem sendo aplicado em diversos estados brasileiros, envolvendo a entidade. Os conselhos alertam que os golpistas utilizam indevidamente o Sistema Cofecon (Conselho Federal de Economia)/Corecons para atrair empresários interessados em crédito ou financiamento e, dessa forma, realizar cobranças indevidas.

O golpe ocorre da seguinte forma: os criminosos entram em contato, geralmente por aplicativos de mensagens como WhatsApp, passando-se por representantes de instituições financeiras ou intermediários de crédito, para oferecer empréstimos. A proposta costuma ser bastante atrativa, sendo oferecidas condições muito abaixo das praticadas no mercado, como, por exemplo, juros reduzidos e liberação rápida.

Após despertar o interesse da vítima, os golpistas informam que é necessário fazer uma análise mercadológica vinculada à Cnae (Classificação Nacional de Atividades Econômicas). Quando o empresário afirma não possuir o documento, os criminosos se oferecem para intermediar a obtenção, alegando que o serviço será realizado por um economista autorizado.

Neste momento, são cobradas taxas de serviço e de registro junto ao Cofecon, e as vítimas acabam realizando transferências financeiras para os golpistas, acreditando estar pagando por um procedimento oficial.

Como se proteger

O conselho alerta que quadrilhas especializadas em golpes financeiros utilizam estratégias bem elaboradas, como o uso de bases de dados vazadas, perfis falsos, clonagem de contas e até páginas que imitam sites oficiais. Essas práticas tornam a abordagem mais convincente, por isso, é importante fazer a verificação direta das informações.

Ao se deparar com alguma situação envolvendo a atuação profissional de economistas ou supostas exigências ligadas ao Sistema Cofecon/Corecons, a orientação é procurar diretamente o Conselho Regional de Economia de Mato Grosso do Sul, que é o órgão responsável pela fiscalização do exercício profissional e pela proteção da sociedade. O Conselho Federal de Economia também pode ser contatado pelo e-mail [email protected].

O Cofecon ressalta, ainda, que não realiza registro, homologação ou validação de análises mercadológicas, estudos por Cnae, laudos econômicos ou qualquer documento dessa natureza. O conselho também não exige esse tipo de procedimento para operações de crédito. A narrativa dos golpistas é puramente fraudulenta e criada para induzir as vítimas ao erro.

Além da falsa análise mercadológica registrada no Cofecon, os criminosos podem mencionar documentos com nomes técnicos ou genéricos, como certificados, pareceres ou validações que não existem no âmbito do Sistema Cofecon/Corecons ou que possuem finalidade completamente diferente da que eles alegam.

Mesmo quando a vítima apresenta algum estudo econômico legítimo, os golpistas costumam criar novas exigências, afirmando que o material não atende aos critérios ou que precisaria de um suposto “registro federal”, o que não é verdadeiro.

Como identificar tentativas de fraude

Oferta de crédito não solicitada, com condições muito vantajosas;

Exigência de pagamento antecipado para liberação de empréstimos;

Citação de registros, taxas ou validações inexistentes no Cofecon ou nos Corecons;

Pressão psicológica com frases como “última oportunidade” ou “prazo final hoje”;

Uso de números de telefone, perfis ou e-mails sem identificação institucional;

Informações técnicas vagas ou inconsistentes, ainda que com linguagem aparentemente sofisticada.

Recomendações importantes:

Desconfie de ofertas de crédito não solicitadas, especialmente com condições fora da realidade do mercado;

Nunca realize pagamentos antecipados para liberação de empréstimos;

Não forneça dados pessoais ou empresariais a desconhecidos;

Verifique sempre as informações por canais oficiais de bancos e conselhos profissionais;

Analise a coerência econômica da proposta — taxas muito baixas em um cenário de juros elevados são um forte indicativo de fraude.

Caí no golpe, e agora?

Caso tenha sido feita a transferência de valores ou compartilhamento de dados, deve-se interromper o contato imediatamente, além de reunir provas (comprovantes, conversas, números e links utilizados) e registrar um boletim de ocorrência, preferencialmente em delegacias especializadas em crimes cibernéticos ou pela Delegacia Virtual. Também é recomendado comunicar a instituição financeira envolvida.

O caso também deve ser informado ao Corecon da respectiva região, para que a fraude seja registrada e novas ações de alerta possam ser realizadas.

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