Monitoramento identifica vetores de Chagas e leishmaniose em cidades de MS

Levantamento da saúde mostra presença dos insetos em ações de vigilância

Cb image default
Triatomíneos, conhecidos popularmente como barbeiros, transmissor da doença de Chagas. Foto Reprodução

Boletim divulgado pela SES (Secretaria de Estado de Saúde) nesta segunda-feira (26) aponta a presença de triatomíneos e flebotomíneos, insetos que podem transmitir doenças como Chagas e leishmaniose, em municípios de Mato Grosso do Sul ao longo de 2025.

O documento reúne dados da vigilância entomológica realizada em todo o Estado. Segundo o levantamento, 262 triatomíneos, conhecidos popularmente como barbeiros, foram coletados em 21 municípios sul-mato-grossenses no ano passado. Do total, apenas dois apresentaram resultado positivo para Trypanosoma, parasita associado à doença de Chagas, ambos registrados em Anastácio.

Entre as cidades com maior número de insetos coletados estão Campo Grande, Aquidauana e Jaraguari, cada uma com 49 registros. A espécie mais encontrada foi a Triatoma sordida, considerada comum em áreas rurais e periurbanas.

Apesar da identificação dos insetos, a SES reforça que a simples presença do barbeiro não significa transmissão da doença, já que a maioria dos exemplares analisados não estava infectada. A vigilância tem como objetivo detectar precocemente mudanças no padrão de risco e orientar ações preventivas.

O boletim também aponta a circulação de flebotomíneos, conhecidos como mosquito-palha, em sete municípios de MS. Esses insetos são transmissores da leishmaniose, doença que pode atingir a pele ou órgãos internos.

A maior concentração foi registrada em Ponta Porã e Nioaque, municípios que tiveram o maior número de exemplares da espécie Lutzomyia longipalpis, principal vetor da forma visceral da doença. Também houve registros em Bataguassu, Brasilândia, Paranaíba e Fátima do Sul.

De acordo com a SES, o monitoramento contínuo permite identificar áreas com maior vulnerabilidade e orientar ações como controle ambiental, uso de inseticidas e atividades educativas junto à população.

A vigilância entomológica em Mato Grosso do Sul é coordenada pela Coordenadoria Estadual de Controle de Vetores, com apoio de laboratórios regionais em Campo Grande, Dourados, Jardim e Três Lagoas, que atendem os 79 municípios do Estado.

O boletim reforça que medidas simples, como manter quintais limpos, evitar acúmulo de madeira e entulho e comunicar a presença de insetos suspeitos às secretarias municipais de saúde, são fundamentais para reduzir riscos.

Por fim, a SES destaca que o acompanhamento dos vetores é permanente e serve como base para prevenir surtos, orientar políticas públicas e proteger a população.

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site.