Relatório indica potencial de ampliação de 500 mil suínos para produção em MS

Cerca de 75% dos produtores pretendem aumentar as atividades

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Suinocultura. (Foto: Divulgação)

Um relatório inédito indicou potencial de ampliação de 500 mil suínos para a produção em Mato Grosso do Sul. Intitulado como Censo da Suinocultura MS 2026, o levantamento apurou informações sobre produtores, estrutura produtiva, investimentos, tecnologia, sustentabilidade e desafios da suinocultura no Estado.

O diagnóstico foi realizado pela ASUMAS (Associação Sul-Mato-Grossense de Suinocultores) e abordou cerca de 130 produtores. Desses, 75% manifestaram interesse em ampliar as atividades. A expansão pode superar os 500 mil animais, sendo 346 mil nas unidades de terminação e 124 mil nas propriedades de ciclo completo.

Entre os principais desafios, a disponibilidade de integradora é o maior, apontada por 57,28% dos entrevistados. Na sequência estão mão de obra, com 16,50%, e crédito rural, com 12,62%.

Tecnologia predomina

O censo identificou que a modernização está presente na maioria das propriedades pesquisadas. Cerca de 51% dos participantes foram classificados com nível tecnológico alto, enquanto 42% estão no nível médio e 6% no baixo. Entre as tecnologias e estruturas identificadas estão tratamento de dejetos, alimentação automatizada, fertirrigação, energia solar, climatização, biodigestores e sistemas de gestão.

O tratamento de dejetos está presente em 100% das propriedades pesquisadas, enquanto 97,37% contam com alimentação automatizada e 96,49% utilizam fertirrigação.

Três em cada quatro produtores também utilizam crédito rural como alternativa de investimento. O montante dos projetos para ampliar as atividades chega a R$ 286,5 milhões, com recursos como biometano, máquinas e equipamentos, energia solar, automação e biodigestores.

Perfil dos produtores

O levantamento também apurou o perfil dos produtores da suinocultura de Mato Grosso do Sul. Apenas 21% dos entrevistados têm menos de 41 anos de idade. A maior concentração está na faixa etária entre 51 e 60 anos, que representa 34,21%, seguida pelos produtores acima de 60 anos, com 24,56%, e aqueles entre 41 e 50 anos, com 20,18%.

A sucessão familiar também foi incluída no diagnóstico: 66,67% dos entrevistados afirmaram ter sucessão familiar planejada, enquanto 15,32% disseram que o processo está parcialmente planejado e 18,02% não possuem planejamento nesse sentido.

Já na modalidade de emprego, 89,47% dos trabalhadores estão contratados em regime CLT e 10,53% correspondem à mão de obra familiar.

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