Após 8 mortes confirmadas no país, MS recebe 100 mil doses de vacina contra a febre amarela

Até o momento, não há nenhuma notificação de febre amarela em Mato Grosso do Sul

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Vacina está sendo distribuída na rede pública de saúde (Foto: Allan Carvalho/PMF)

Após oito óbitos por febre amarela serem confirmados no estado de São Paulo, o Ministério da Saúde entregou 100 mil doses de vacina contra a doença para Mato Grosso do Sul, para garantir a imunização da população.

No Brasil, a febre amarela segue um ciclo silvestre, transmitida por mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes. A febre amarela urbana, por sua vez, é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, que também é responsável por disseminação de doenças como dengue, chikungunya e zika. Os últimos casos de febre amarela urbana no país foram registrados em 1942. Desde então, a transmissão ocorre apenas no ambiente silvestre, onde os PNHs (primatas não humanos) são os principais hospedeiros e amplificadores do vírus, assim como os humanos, que são considerados hospedeiros acidentais.

Segundo divulgação do ministério, no período de monitoramento 2024/2025, foram confirmados 13 casos da doença em São Paulo; 1 caso em Minas Gerais; e 1 caso em Tocantins. Até o momento, não há registros de notificação de febre amarela em Mato Grosso do Sul.

Prevenção

A vacina contra a febre amarela é a principal forma de prevenção e está disponível gratuitamente no SUS (Sistema Único de Saúde) durante todo o ano. Quem está com viagem marcada para áreas de risco, como é o caso do estado de São Paulo, neste momento, recebe recomendação de aplicação do imunizante pelo menos 10 dias antes do deslocamento, principalmente para aqueles que nunca foram vacinados.

Abaixo, veja a indicação da vacinação:

1ª dose: aos 9 meses de idade;

Reforço: aos 4 anos de idade;

Dose única: para crianças que não receberam as duas doses antes dos 5 anos;

Dose única para adultos: caso a pessoa não tenha sido vacinada ou precise reforçar a imunização (se recebeu apenas uma dose antes dos 5 anos);

Pessoas a partir de 60 anos: devem ter a indicação avaliada por um profissional de saúde, considerando riscos e benefícios.  

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