Um estudo feito por pesquisadores do ICAS (Instituto de Conservação de Animais Silvestres) confirmou a presença do tatu-mirim (Dasypus septemcinctus) em Mato Grosso do Sul. O tatu-mirim é uma das menores espécies de tatu, caracterizado por seu pequeno porte, carapaça com seis a sete bandas móveis e hábitos discretos.
A pesquisa feita em parceria com instituições nacionais e internacionais foi publicada na revista científica Biota Neotropica. Os pesquisadores adotaram uma abordagem que combinava análises moleculares e registros de armadilhas fotográficas.
O tatu-mirim é uma espécie pouco estudada, sendo esse um dos motivos para ser confundido com outras espécies. O animal era frequentemente confundido com o tatu-galinha. No estado, os registros do mirim eram escassos.
A existência do animal foi comprovada no Parque Natural Municipal do Pombo, em Três Lagoas, há 326 km de Campo Grande.
Tatu-mirim
Para confirmar a ocorrência da espécie no estado foram necessários dois registros. Um captado por armadilhas fotográficas e outro identificado por meio da análise genética de um animal atropelado. O estudo sequenciou o DNA mitocondrial da amostra e comparou os dados com bancos genéticos, eliminando qualquer dúvida sobre a identificação da espécie.
“O uso da genética foi fundamental para validar a presença de Dasypus septemcinctus na região. As análises moleculares não apenas confirmaram a espécie, mas também contribuíram para uma melhor compreensão de suas relações genéticas com outras subespécies”, explica Carla Gestich, coautora do estudo, especialista em genética da conservação e pós-doutoranda em Ecologia Molecular.
O estudo reforça a necessidade da manutenção do bioma, que é considerado um dos mais ameaçados do mundo. Com ele foi possível ter uma maior compreensão quanto a distribuição e a ecologia do tatu-mirim.
A pesquisa também evidencia a necessidade das áreas de conservação que auxiliam também na preservação da fauna. Além de mostrar que o bioma pode esconder ainda mais espécies.
Perereca Macaco
Também no Parque do Pombo foi descoberta uma nova espécie de Perereca Macaco. O anfíbio foi encontrado durante uma expedição de pesquisadores ao local. Até então a nova espécie era desconhecida pela ciência e está em processo de descrição e nomeação oficial.
A Perereca Macaco faz tem hábitos de reprodução diferente de outros anfíbios. A espécie coloca seus ovos em folhas, dobrando-as para protegê-los. Quando os girinos se desenvolvem, caem na água e completam seu ciclo de vida. Além disso, esses animais possuem coloração vibrante, com tons esverdeados e padrões coloridos nas pernas e flancos.
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