Nova regra do Pix entrou em vigor nesta semana e reduz prazo para devolução em fraudes

Banco Central avalia que a medida dificulta a dispersão rápida do dinheiro

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Avanço ocorre por meio do aprimoramento do Mecanismo Especial de Devolução (Foto: Marcello Casal/Agência Brasil)

Começa a valer nesta segunda-feira (2) uma atualização nas regras de segurança do Pix definida pelo Banco Central. A mudança tem como foco agilizar a recuperação de valores em situações de fraude, golpe ou coação, com mecanismos que permitem identificar e acompanhar transações suspeitas com mais rapidez.

Uma das principais alterações está no tempo de devolução do dinheiro ao usuário lesado, que tende a ser reduzido de forma significativa. A expectativa é que, após a contestação, os valores retornem à conta do cliente em cerca de 11 dias, prazo menor do que o praticado até então, o que torna a resposta do sistema mais eficiente para quem foi vítima de crime, segundo informações divulgadas pela CNN.

O avanço ocorre por meio do aprimoramento do Mecanismo Especial de Devolução, conhecido com MED, ferramenta que viabiliza o bloqueio e a tentativa de recuperação de valores transferidos de forma irregular. A novidade central é o bloqueio imediato de contas associadas a denúncias de fraude. Antes, havia uma etapa prévia de análise; agora, a conta é travada automaticamente e a apuração ocorre em seguida.

O Banco Central avalia que a medida dificulta a dispersão rápida do dinheiro entre diferentes contas, prática comum em golpes e que comprometia o rastreamento. Com os novos recursos tecnológicos, o acompanhamento das transferências passa a ser mais automático e contínuo, permitindo seguir o caminho do dinheiro quase em tempo real.

Outro ponto da atualização é a comunicação mais rápida entre instituições financeiras e órgãos de segurança, o que reduz atrasos na adoção de medidas preventivas. Especialistas ouvidos pela CNN estimam que o novo modelo pode reduzir em até 40% o volume de fraudes que hoje conseguem ser concluídas com sucesso.

Além disso, os bancos deverão aplicar critérios mais rígidos na identificação de operações suspeitas, reforçando o bloqueio preventivo de transações com indícios de irregularidade. O conjunto de mudanças consolida uma nova etapa do Pix, com procedimentos mais integrados e foco em aumentar a eficácia do sistema de segurança.

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