Só nos quatro primeiros meses de 2026, as ações de combate ao furto de energia elétrica em Mato Grosso do Sul resultaram na recuperação de 5,4 gigawatt-hora (GWh). Conforme a Energisa, o volume seria suficiente para abastecer cerca de 65 mil residências durante um ano.
A concessionária identificou, ao todo, 2.977 irregularidades em unidades consumidoras em todo o Estado. Do total, 1.400 casos relacionavam-se a desvios de energia, conhecidos como “gatos”, e outros 1.577 envolviam modificações irregulares em medidores, prática utilizada para adulterar o consumo real. Campo Grande lidera o ranking de ocorrências, com 42% dos registros.
Assim, para intensificar o combate a esse tipo de crime, a Energisa MS realizou cerca de 19.880 inspeções técnicas, além de operações com apoio da Polícia Civil e Militar. As ações também resultaram em quatro prisões. Até dezembro, a concessionária prevê outras 18 operações integradas.
Conforme o coordenador de combate a perdas da Energisa, Alex Almeida, o trabalho vai além das operações policiais. “Realizamos ações contínuas de combate ao furto de energia por meio de tecnologia, monitoramento da rede e inspeções técnicas em campo. Também investimos na modernização do sistema elétrico e na regularização de áreas com ligações irregulares. Em 2026, a previsão é investir cerca de R$ 16 milhões no combate às irregularidades no Estado”, afirma.
Risco à população
Previsto no Código Penal Brasileiro, furto de energia é crime e pode resultar em prisão, bem como na obrigatoriedade de ressarcimento dos valores desviados. Além disso, a prática coloca em risco toda a vizinhança, em razão da possibilidade de choques, curtos-circuitos, incêndios e até acidentes fatais.
As irregularidades ainda afetam a qualidade do fornecimento de energia, provocando oscilações, sobrecarga, queima de equipamentos e até a falta de energia.
“A participação da população é fundamental no combate ao furto de energia. As denúncias podem ser feitas de forma anônima pelos canais de atendimento da Energisa, call center 0800 722 7272, aplicativo Energisa On e WhatsApp da Gisa (67) 99980-0698; ou diretamente à polícia, pelo 190”, reforça o coordenador.









Comentários
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site.