‘Anel de fogo’: primeiro eclipse solar do ano não será visível em MS

Evento astronômico fascinante não poderá ser observado no Brasil a olho nu

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Alinhamento de planetas. (Reprodução, Vito Technology)

Acontece na próxima terça-feira (17) o primeiro eclipse solar do ano, que formará visualmente um “anel de fogo”. Contudo, os entusiastas da astronomia em Mato Grosso do Sul não poderão acompanhar o fenômeno, já que ele não será visível no Brasil a olho nu.

Segundo o aplicativo Star Walk, o eclipse poderá ser visto integralmente apenas da Antártida e, de forma parcial, no extremo-sul da Argentina e do Chile, além de grande parte do sul da África.

Para os brasileiros, a próxima oportunidade de observar um eclipse solar anular ocorrerá em 6 de fevereiro de 2027.

O que é ‘anel de fogo’

Esse tipo de eclipse acontece quando o Sol, a Lua e a Terra estão alinhados, com a maior parte do disco solar encoberta pela Lua. O efeito visual é o de um anel de fogo, com apenas uma borda alaranjada visível ao redor.

Diferentemente de um eclipse solar total, nesse caso a Lua está mais distante da Terra. Por isso, seu diâmetro aparente é menor do que o do Sol, impedindo o encobrimento completo.

Eventos astronômicos de fevereiro

No dia 28 deste mês, Júpiter, Urano, Saturno, Netuno, Vênus e Mercúrio estarão alinhados em um raro alinhamento planetário. Será possível observar o fenômeno cerca de uma hora após o pôr do sol, no horizonte oeste. Júpiter, Saturno, Vênus e Mercúrio poderão ser vistos a olho nu, enquanto binóculos ou um pequeno telescópio ajudarão na localização de Urano e Netuno.

Calendário

O ano de 2026 terá mais luas cheias que o normal, chuvas de meteoro e eclipses no céu, sendo que dois deles poderão ser vistos em Mato Grosso do Sul.

Ao longo do ano, haverá onze noites com chuva de meteoros. Os principais meses para observar as luzes no céu são julho, novembro e dezembro. No entanto, as melhores datas — considerando a boa visibilidade — são de 12 a 13 de agosto e 13 a 14 de dezembro.

Lirídeas: 21 a 22 de abril;

Eta Aquáridas: 5 a 6 de maio;

Delta Aquáridas do Sul: 30 a 31 de julho;

Alfa Capricornídeas: 30 a 31 de julho;

Perseidas: 12 a 13 de agosto;

Oriónidas: 21 a 22 de outubro;

Taurídeas do Sul: 4 a 5 de novembro;

Taurídeas do Norte: 11 a 12 de novembro;

Leonídeas: 16 a 17 de novembro;

Geminídeas: 13 a 14 de dezembro;

Ursídeas: 21 a 22 de dezembro.

Geralmente, os anos têm apenas 12 luas cheias — uma por mês —, mas 2026 terá 13, porque haverá duas em maio. Essa lua “excedente” é chamada de Lua Azul.

Isso porque as luas cheias ocorrem a cada 29 dias, mas os meses têm 30 ou 31 dias. Assim, as fases lunares não se alinham perfeitamente ao calendário e há uma Lua Azul a cada dois anos e meio.

A superlua de dezembro será a mais próxima da Terra em 2026, a uma distância de 356.740 quilômetros.

1º de fevereiro: Lua da Neve

3 de março: Lua de Minhoca

1º de abril: Lua Rosa

1º de maio: Lua das Flores

31 de maio: Lua Azul

29 de junho: Lua de Morango

29 de julho: Lua dos Cervos

28 de agosto: Lua do Esturjão

26 de setembro: Lua da Colheita

26 de outubro: Lua do Caçador

24 de novembro: Lua do Castor

23 de dezembro: Lua Fria

*Com informações da CNN.

(Revisão: Nichole Munaro)

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