A Terra está em estado de alerta para as consequências de três tempestades solares de intensidade moderada (G2), que começam nesta quinta-feira (19) e avançam pelo menos até sábado (21).
O acontecimento foi divulgado pela NOAA (Administração Oceânica e Atmosférica Nacional), dos Estados Unidos.
As tempestades acontecerão após erupções solares que projetaram EMC (ejeções de massa coronal), uma nuvem grande de tempestade magnética ejetada pela erupção, em direção à Terra. Existe a possibilidade de que a intensidade cresça e atinja a classe G3, considerada ainda mais forte. Na segunda-feira (16), aconteceu uma erupção solar de classe M2,7.
As tempestades não apresentam risco diretamente à população, mas podem causar impactos tecnológicos de importância.
As erupções solares podem possuir várias classes. A classe X, que pode oscilar de X.1 para cima, é a que tem mais potencial para prejudicar os satélites presentes na órbita da terra. A erupção que ocorreu nesta segunda é de classe M, considerada moderada.
Confira a tabela abaixo:
Classe X: são as mais intensas, de grande magnitude, capazes de impactar comunicações, apresentando grande quantidade de radiação e auroras intensas. Os números podem oscilar, de X.1 a X.9, proporcionando uma percepção maior da intensidade.
Classe M: são de tamanho médio, geram breves cortes na comunicação por rádio e também causam auroras.
Classe C: são menores e com poucos impactos na Terra.
Classe B: são 10 vezes menos intensas que as de classe C.
Classe A: são 10 vezes menos intensas que da classe B, sem gerar impactos.
As tempestades solares de G1 a G5 também são classificadas:
G1: fraca.
G2: moderada (nível atual previsto).
G3: forte.
G4: severa.
G5: extrema.
As erupções são parte do ciclo natural do Sol, que dura aproximadamente 11 anos. Neste período, o campo magnético da estrela fica mais intenso e se reestrutura, elevando a ocorrência de eventos como explosões e manchas solares.
Apesar de comuns, essas sequências de erupções de mais intensidade em um menor intervalo acontecem com menos frequência, o que explica o monitoramento frequente das agências espaciais.









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